11 março 2012

CINEMAS: Filme de Madonna é uma das estreias do fim de semana

Cantora dirige segundo longa, que retrata a vida amorosa do rei da Inglaterra

Veja o trailer
Ok ok, ela não gosta de hortências (Festival de Veneza - resposta bem humorada)

Aliada incondicional da extravagância, a diretora Madonna, três anos depois da estreia com Sujos e sábios, não faz por menos em W.E. — O romance do século. O filme retrata o caso do duque de Windsor, Edward VIII (James D’Arcy) — o antecessor de George VI (protagonista de O discurso do rei) — com a mulher que, indiretamente, o derrubou do trono, Wallis Simpson (Andrea Riseborough). Afetada, a direção posa de Jean-Luc Godard ao flertar com a origem italiana da diva pop, que imita de Elio Petri a Bernardo Bertolucci, mas consegue, quando muito, chegar a Guy Ritchie (o do péssimo Destino insólito) com complexo de Wong Kar Wai e os reflexivos corredores de beleza opressiva.

Megalômana, Madonna assina desde a música Masterpiece (vencedora do Globo de Ouro) até a produção, desdobrando-se no roteiro, dividido com Alek Keshishian (diretor de Na cama com Madonna). Para quem esperava algo mais, um dos personagens confirma que “expectativas levam a desapontamento”, e é nessa linha que o conto de fadas verídico segue trilha à la romance de Barbara Cartland.


Como marqueteira de luxo, a diretora se compromete com anúncios fortuitos de Chanel, Elsa Schiaparelli, Cartier, Dior e afins. Objetos (postos a leilão na Sotheby), aliás, dão a liga ao enredo, que chega à contemporaneidade, pela presença de Wally (a linda Abbie Cornish, de Sucker Punch), sofrida ricaça, pronta para ser consolada pelo serviçal Evgany (Oscar Isaac, de Drive).

Colecionando fetiches turísticos como Portofino (Itália) e Bois de Boulonge (França), o ritmo da edição (a cargo de Danny Tull) é precário e confuso, bem distante da fusão pretendida entre submissões e as agressões enfrentadas tanto por Wallis quanto por Wally, em diferentes épocas. Há quem diga, na tela, que os homens são criaturas muito visuais — daí, talvez, Madonna ter exagerado na dose, ao compor um enorme e pomposo videoclipe (tipo Alain Resnais do futuro), alimentado por um portfólio de ostentação que soterra até mesmo o cuidadoso trabalho musical do polonês Abel Korzen.

Fonte: Correioweb

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