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23 junho 2013

"Faroeste Caboclo" ganha paródia de videogame dos anos 80

Música foi composta em um dia em resposta a comentário de usuário

Os 168 versos de “Faroeste Caboclo” contam a trágica história de João de Santo Cristo, Maria Lúcia e Jeremias. A terceira música mais longa de Renato Russo - tem pouco mais de 9 minutos de duração e perde para “Metal contra as nuvens” e “Clarisse”- foi transformada em filme homônimo. A vida do compositor antes de formar o Legião Urbana é contada no longa “Somos tão jovens”, e também é homenageado no filme independente para a a internet, “Eu te amo, Renato”.

Nesta frutífera época de produções artísticas sobre a banda e seu líder, os irmãos Castro - não os de Cuba - resolveram lançar sua ode à Legião Urbana e ao videogame dos anos 80 “Dragon Quest”. Junto com a banda Bit.Players, fizeram a paródia “Dragon Quest Caboclo”, em que um herói ajuda um feiticeiro a achar sua filha Olívia e destruir o vilão Malaquias. A música, última da série “Um joystick, um violão”, foi a criativa resposta a um troll do canal Marcos Castro.

Em março do ano passado, o compositor da paródia gamer passou um dia compenetrado em frente ao computador até que a letra saísse.

- Toda a história foi feita em um dia atípico. De uma lado ouvia Renato, do outro cantarolava. Já entendo o processo de criação de rimas, e levei um dia inteiro para fazê-la. Na revisão, mudamos um seis ou sete versos - explica Marcos.

Parte da estética do jogo ficou a cargo de Caio Yo, de 26 anos. Dividindo o tempo com outros trabalhos, o ilustrador e uma equipe levaram seis meses para desenvolver as ilustrações e a animação.

- Fizemos o desenho para relembrar os games em 8 e 16-bit, mas usamos recursos modernos de animação. Parte delas foram feitas frame a frame, mas muitos dos efeitos foram trabalhados direto na edição - resume Yo.


A ausência do nome do herói é para que o usuário sinta que o vídeo é baseado nas narrativas de RPG, em que o jogador se projeta em seu personagem. O do vilão, Malaquias, é uma referência ao profético livro da Bíblia. A história, contada em pouco mais de 9 minutos - assim como a canção original -, está bombando no YouTube. Há quatro dias no ar, o vídeo já foi visto mais de 376 mil vezes, e sofrerá adaptações para ser inscrito como um curta em festivais.

A saga em que herói e demônio se cruzam é mais uma demonstração do amor dos irmãos por música e games. Ambos gostam de Legião Urbana, e já tinham feito outra paródia da banda, “Geração Pokébola”. O projeto “Um joystick, um violão”, que une MPB e jogos, juntou Matheus e Marcos, de 29 e 27 anos. As idades próximas aumentam o companheirismo dos irmãos cariocas, mas, na infância, eles sequer dividiam o controle do jogo.

Já adultos, ingressaram na comédia em épocas distintas. O mais novo começou a carreira quando fazia seu mestrado em Matemática, e o mais velho embarcou quando já estava formado em Letras (Inglês/Português). Os vídeos começaram a ser feitos em 2011, quando os canais de humor ainda engatinhavam no YouTube.

Fonte: O Globo 

02 janeiro 2013

Estudante cria carro com simulador de jogos dos anos 80


"Cockpit" do game, com volante, pedais e tela, foi acoplado a um veículo que lembra carrinhos de golfe

Imagine sentar-se em um fliperama desses de jogo de carro — com volante, acelerador, freio e alavanca de câmbio — e de repente sair pilotando por aí. Pois é o que fez Garnet Hertz, estudante e pesquisador da Universidade da Califórnia. O prodígio criou um veículo a partir do fliper do OutRun, famoso game nos anos 80. A estrutura foi acoplada a um veículo elétrico que lembra um carrinho de golfe.

No modelo criado pelo jovem pesquisador norte-americano, o motorista dirige como se estivesse jogando o game, de frente para a tela do "fliper". Só que o carrinho anda de verdade e até no meio de carros (confira o vídeo abaixo). Funciona assim: duas câmeras instaladas no alto do fliperama enviam informações sobre o traçado da pista a um computador, e este converte os dados em imagens do jogo.




Para tornar a experiência ainda mais real, os sons do game Outrun são reproduzidos por alto-falantes instalados próximos do encosto de cabeça do simulador. “Os simuladores modernos tentam transmitir realidade por meio de gráficos sofisticados. Embora tenha visual arcaico, meu sistema oferece a sensação de dirigir de verdade durante o jogo”, valoriza Garnet na apresentação do projeto à universidade.


Fonte: Portal R7